"Não canso de dizer: o ballet é a minha segunda pele".

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Festival de Dança | 20/07/2009 | 14h06min

Cecília Kerche: "eu já sabia que seria bailarina"

Bailarina participou de chat com os internautas nesta segunda

Por 40 minutos a bailarina Cecília Kerche participou de um chat com os internautas nesta segunda-feira. Ela contou que come de tudo, que já aconteceu algo bizarro no palco enquanto se apresentava e da emoção que é subir no palco.

Durante o bate-papo, Cecília revelou que já sabia que seria bailarina.

— Com 15 anos me determinei que seria bailarina do theatro mais importante do meu País e que até meus 25 anos seria bailarina principal deste theatro e assim foi. Já sabia o que queria — disse.

A internauta Fran aproveitou para perguntar qual a bailarina que ela admira e Cecília respondeu Natalia Makarova.

— Tem outras também, mas acho que a Makarova é uma boa representante do que significa se transformar no palco.

Cecília aproveitou para dar um recado para as crianças.

— É só um ponto de vista, não um conselho: na vida há dois grupos de pessoas, os que querem só os loros do trabalho e os que querem trabalhar para colher estes loros. Eu escolhi o segundo grupo, porque tem menos concorrência — completa.

Cecília já participou de 14 festivais, contando com a apresentação integral dos quatro atos intensos de "O Lago dos Cisnes", pelo Ballet do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, no ano passado. Uma noite das mais glamourosas para a história do festival e que contou também com a presença de Ana Botafogo, que fez questão de prestigiar sua colega e a sua companhia.

Curiosamente, foi com "O Lago dos Cisnes", mais precisamente o segundo ato, que Cecília estreou no festival, em 1989. A apresentação foi na Sociedade Harmonia-Lyra, primeiro palco a sediar o evento. Odette, a personagem principal de "O Lago dos Cisnes", é um dos mais marcantes de sua carreira.

AN.COM.BRo.



domingo, 17 de maio de 2009

Uma forma de pensar

Sempre que me perguntam o significado de ser uma primeira bailarina de carreira internacional apesar de ter esolhido permanecer no Brasil, penso que fui agraciada pela forma como sempre me dediquei a minha profissão. Isso me fez refletir ainda mais sobre a consequência de levar o nome do meu Pais para outra cultura. Sim porque sou brasileira e quando me apresento em palcos estrangeiros reflito no modo que atuo como cidadã formadora e opinião.
Para mim representa muita resposnabilidade, a medida que o público que me acompanha é muito variado. Obviamente sem nenhuma pretensão, mas suponho que esse público não apenas me acompanhe somente pela plástica o ballet. Sinto-me de certa forma responsável pelo veículo de informação que chega até esse público através de minha arte.
Como formadora de opinião não devo me esquivar do verdadeiro papel do artista que é o de fazer pensar para então transformar.



Escolhi permanecer no Brasil, por acreditar que conseguiria construir uma carreira com identidade, porque apesar de toda dificuldade que se tem no País, aqui sou reconhecida, aqui sou respeitada e fiz o caminho contrário. Não fui estudar fora e depois voltei para o Brasil. Estudei aqui e depois fui dançar fora, mas como convidada.


Faço esse comentário, justamente para sinalizar para os estudantes de ballet, que não pensem que apenas no exterior existem bons professores!!! Aliás, isso é um pouco estigmatizado na arte erudita. Um Pais se faz da sua memória e da sua arte, uma complementa a outra. O que é visto hoje, somente é possível porque alguém construiu ontem, isso chama-se tradição. Portanto, é necessário despertar o jovem para realidade e esa realidade não é algom distante, mas quando refiro-me a realidade refiro-me a disciplina de estudo, ao bom hábito da leitura, enfim a uma educação informativa e consequentemente formativa.






" Na vida existem dois tipos de grupos: Há os que somente querem colher os louros e os que trabalham. Escolha o segundo grupo, pois há menos concorrência".

CecilIa kerche















terça-feira, 3 de março de 2009

A Personagem Predileta

O modo de sentir espiritualizado de Giselle, identifica-se com a sensibilidade da intérprete em sua personagem predileta.
O ballet Giselle contribuiu de forma definitiva para a história do ballet. Cecília Kerche,como parte integrante da história do Theatro Municipal do Rio de Janeiro contribui como um marco na arte do ballet,sendo a primeira bailarina no centenário deste Theatro.E isto somado ao título de Embaixatriz da Dança, por sua atuação nos principais Teatros internacionais.
“Além de toda responsabilidade que esse cargo impõe a uma Primeira Bailarina, particularmente penso que ser uma primeira bailarina é estar atenta às necessidades do seu corpo de Baile. Ser solidária a esse corpo de baile nas mais diversas situações, isso para mim também faz parte da minha função como primeira bailarina”.
Sua fama cruzou fronteiras de modo muito precoce, pois o mundo queria ver de perto essa brasileira de “coração eslavo” – como diria seu compositor favorito Tchaikovski, que tem marca inconfundível na arte dessa bailarina, porque poucas intérpretes entenderam de forma tão íntegra o saber transmitir o interior desse compositor russo.
“Penso que no ano em que completo 26 anos de profissão como primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro ao falar dos inúmeros personagens que já vivenciei nesse palco, “Giselle” ocupa um lugar especial no meu coração. Não apenas por motivos pessoais de grandes e boas lembranças, mas pela força de sua personalidade. O amor que tenho pela dança e pelo Theatro Municipal equivalem à dedicação e entrega que Giselle é capaz de fazer para viver seu amor por Albrecht, e foi assim que sempre vivi para o ballet. Uma dedicação diária de estudo e descobertas que me fizeram perceber a grandeza da arte no ser humano, seus meandros, o quanto se deve e pode servir com arte no sentido pleno da palavra. O amor que tenho pelo Theatro é igual ao meu amor pela dança, por isso nesse centenário de 14 de Julho devemos como artistas refletir sobre o verdadeiro sentido de se fazer parte dessa casa
Quanto já celebramos? Quantos aplausos recebidos? Quantas histórias vividas?
Minha predileção por “Giselle” é seu desprendimento e modo de amar incondicional, pois acredito nesse amor que a arte provoca nas pessoas. Acredito no poder que a arte tem de fazer nascer novamente, transcender, transformar. Só a arte consegue essa mudança porque nos faz sair de nós mesmos.
Se você me perguntar o que sinto quando danço, não saberia responder- apenas percebo que é minha alma quem dança.Daí essa personagem tão misteriosa e ao mesmo tempo tão simples, como uma florzinha do campo. Cada vez que me preparo para viver esse papel aprendo um pouco mais. Creio que dançar “Giselle” seja a forma empírica de escutar a mim mesma, pois a mudança vem de dentro para fora. É preciso olhar para dentro se queremos enxergar o que está em volta.
Celebrar o aniversário do Theatro Municipal é um motivo de grande emoção para quem um dia se determinou a ser a primeira bailarina do Theatro mais importante do seu País. Também por fazer parte de um local por onde passaram as mais diferentes e importantes personalidades do mundo da dança.
Olhar para esses vitrais e ver minha história reluzir neles através do reconhecimento do público, isso é muito gratificante.”
Cecilia é Giselle na sua autenticidade e intensidade de encarar os fatos da vida.O poder transfigurador da arte conquista o interior individual e transforma-se em memória; assim sendo, para seu público, o ballet se define - antes e depois de Cecília Kerche.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Um pouco da minha história contada através dos meus personagens

Libreto Onegin
A história de “Eugene Onegin”, é uma proposta de reencontro personagem/ intérprete, alternados entre vida real e ficção, em que o personagem principal é o próprio compositor.
Tchaikovski faz do Palco sua sala de estar e encontra na interpretação de Cecília Kerche uma espécie de confissão musical da alma.
Estabelece-se um diálogo entre compositor e intérprete, em que Tchaikovski transmite à Cecília uma cumplicidade de entendimento, nas ações e sentimentos. Não é mais ele quem conta a sua história, mas a sensibilidade de Cecília Kerche transformada em arte, torna visível “ouvir” a música de Tchaikovski através de seus gestos e movimentos.
“Eugene Onegin”, pode ser considerado um dos mais belos momentos de inspiração na criatividade do compositor Ilich Piotr Tchaikovski, que retrata uma realidade particular, porém de forte identificação pessoal ao espectador.
O paradoxo entre a ingenuidade sentimental e a arrogância frívola dá à obra um conteúdo essencialmente dramático.
Ao ler o poema de Alexander Pushkin - ilustre poeta russo do final do séc.XVIII, antecipando o romantismo do séc.XIX, Tchaikovski provoca um movimento linear das atitudes identificando-se com a aparente fragilidade da personagem Tatiana, trazendo para sua realidade todo universo de uma vida de sentimentos nobres, envolvidos em valores.
A temática do drama de Pushkin, propõe à humanidade, uma reflexão sobre sentimento e ressentimento, egoísmo e generosidade, destino e fatalidade.
Diferentemente do romance de Pushkin, no cotidiano de Cecília Kerche, não há espaço para ressentimento, devido à uma generosidade espontânea de enfrentar as dificuldades que a vida apresenta.
Há muito que fazer, não estamos aqui para desperdiçar e sim para aprender, ensinar e de cada experiência boa ou ruim é possível tirar uma lição.
“Eugene Onegin” por ser uma obra do sentimento, proporciona a Cecília um modo muito particular de trazer a público esse universo tão pessoal de Tchaikovski, em que todo pensamento se faz acompanhar de um sentimento.
Uma disciplina diária de exercícios cuidadosamente orientados por seu mestre e marido – Pedro Krazszsuck. Uma história de amor na vida real que ultrapassa a ficção, na solidez de uma vida a dois iniciada pela sedução da arte de ambos. A sala de aula, entre uma barra e outra, a solitária descoberta íntima da bailarina, uma paulistana de coração carioca.
Não muito distante de sua personagem Tatiana entretida por seus livros e histórias, desperta para um mundo pessoal individual. É a solidão que a natureza na sua sabedoria requer, para dar vazão a liberdade tão criativa; a integração entre o eu humano e sua transcendência.
Tatiana é o desdobramento poético da personalidade de Cecília Kerche em sua máxima efusão dramática na liberdade de expressão da própria intérprete, que corresponde a essa “exigência” de entrega para compor sua personagem. Tatiana em sua juventude pueril, antecipa uma maturidade da jovem estudante que um dia decidiu ser a primeira bailarina do Teatro mais importante do seu país.
Alicerçada pela sólida formação familiar que recebeu, Cecília, assim como Tatiana na paisagem de sua fazenda não se deixa absorver por meros caprichos de sua irmã Olga. Existe em Tatiana uma objetividade sutil em seu modo de agir cotidianamente.
A jovem bailarina, sempre muita atenta às obrigações escolares e familiares, sendo a mais velha de três irmãos, tem sua vocação já definida enquanto acompanhava sua irmã nas aulas de ballet .
Não importava se a preocupação inicial de seus pais, bons educadores, exigisse um pouco mais da menina de temperamento dócil mas de personalidade determinante. Era uma rotina de sacrifício e muito aprendizado, pois para a família Kerche, os valores morais e éticos serviam de “motivo condutor” para toda vida.
Uma realidade passada de pais para filhos na aceitação dos percalços da vida, não de modo passivo e resignado, mas na busca do entendimento da própria existência, posteriormente aplicado ao limiar da auto-superação, nos desafios físicos/ emocionais vividos na arte do ballet.
Tatiana pode ser considerada a personagem de maior emoção interpretada por Cecília, devido à sua forte identificação com o teor dramático, teatral e romântico que esta personagem exige.
Apesar da responsabilidade inerente à sua privilegiada condição física ideal, reconhecida mundialmente para se ter uma carreira de sucesso e almejada por toda bailarina, essa identificação Tatiana / Cecília, torna-se para o público, uma conseqüência natural, mediante o verdadeiro motivo que conduz sua vida profissional e pessoal – o amor ao próximo.
O título de Embaixatriz da Dança ratifica as atitudes de Cecília em seu ambiente de trabalho, pois existem dois fatores preponderantes em sua atuação. O primeiro é sua visão de troca de emoção entre seu partner - ou seja , para que se chegue ao que o compositor e o coreógrafo desejam naquela obra que se está dançando é necessário uma total entrega, uma doação de parte a parte em cena, para que se possa responder ao personagem. O Poder transformador no palco requer despojamento e generosidade.
O coreógrafo John Cranko (natural da África do Sul – Ruatenburg, nascido em 1927 e falecido em 1973) cria para o ballet de Stuttgart – Onegin, que estreou no Brasil em 1979.
Em 2003 esta peça entrou para o repertório da Companhia de ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com reapresentação em 2004 e em 2006.
Onegin é um ballet de grande força teatral, pelas linhas e desenhos coreográficos comoventes na sua comunicação. Um drama de sentimento.
Tatiana ao olhar-se no espelho vê a imagem de Cecília Kerche - seu desdobramento de alma e sentimento - uma imagem nítida do poder transformador da arte que faz com que o espectador se identifique fortemente com uma realidade contada em forma de ficção.
Cecília Kerche nesse momento empresta à sua personagem toda experiência de viver uma grande paixão. Repete a atitude de Tatiana e ao invés de ver sua imagem, depara-se com a imagem de Onegin que vem ao seu encontro.
É a sombra na alma de Tchaikovski, que não encontra mais sentido na própria realidade e perde sua referência. É a luta pessoal do homem para dominar seu próprio destino.

Tchaikovski confidencia para Cecília no personagem Onegin, o seu momento de desânimo e grande decepção com a própria vida. A impotência para dominar sua insensatez, sua dependência em querer suportar o insuportável.
Onegin sente-se ferido e revida toda sensibilidade de Tatiana, hostilizando seus sentimentos e faz questão de se auto-afirmar, despedaçando todos os sonhos e sentimentos mais nobres externados em papel, nas linhas através da carta onde Tatiana bravamente narra seu sentimento por ele.
Tatiana recebe a rejeição de seus sentimentos como uma dor insuportável, quase física. É impossível acreditar que um homem tão importante e de certo prestígio como Onegin possa reagir a sentimentos tão nobres, com tanta sordidez e desprezo!
O desfecho da história criada por Tchaikovski, é a pergunta que muitos de nós poderíamos formular – É o homem o dono do seu próprio destino?
Porém não é o desfecho da vida de um homem que tem tanto para contar e ensinar a humanidade.
Em Cecília Kerche e Tchaikovski há um encontro de almas que com o passar do tempo seremos capazes de descobrir através de seus personagens. Vida e obra de compositor e intérprete vão compondo um grande “pas des deux”.
Cecília é adversa a qualquer tipo de comportamento mesquinho, que fira seus princípios e a injustiça a machuca profundamente.
Na verdade, Cecília tem uma carreira impecável referente à sua atuação, mas vale dizer que sua impecabilidade se mantém presente na habilidade imperceptível de colaborar para o sucesso alheio. Ela diz que o Sol brilha para todos!
Não lhe importa estar na mídia, porque o sentimento e a consciência que a motivam a dançar não se resumem numa ocasião, num determinado personagem, mas Cecília ao longo do tempo vem descobrindo que a sua carreira é um verdadeiro serviço ao ser humano. Como algo confiado desde sempre à sua condição de criatura humana. Ela é alguém que compreende a divindade de ser artista e por isso sabe que é preciso deixar que a arte realize seus propósitos através dela.


Biografia de Cecilia kerche - publicada no site www.portaldafamilia.org.br

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Cecilia Kerche

Na certeza da renovaçâo dos valores essenciais a humanidade.
Sempre na trilha da esperança
pois essa não decepciona.




Boas Festas!

2008/2009

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Artigos Publicados- Danza en Espagñol

BALLET DEL TEATRO MUNICIPAL DE RÍO DE JANEIROKerche: Corazón eslavo
Por Wellen de Barros (Brasil)Traducción: Mario Enrique Ceretti

Kerche, maneja una exquisita sensibilidad estética en una excelente interpretación de Tatiana. Fotos: Mario Veloso. Gentileza de Cecilia Kerche.

El final de la temporada tuvo como estrella a Cecilia Kerche en el protagónico de “Onegin”, sobre la novela de Aleksander Pushkin. El célebre ballet de John Cranko y una excelente actuación de la compañía.
El principal grupo de danza de Brasil, la compañía de Ballet del Teatro Municipal de Río de Janeiro, cerró la temporada 2003, orgullosa de su máximo patrimonio cultural: sus integrantes. Encarnar a Tatiana, la protagonista de "Eugene Onegin" de Aleksander Pushkin –uno de los más importantes escritores rusos del siglo XIX–, constituye un merecido gran homenaje para una estrella del ballet brasileño de proyección internacional como Cecilia Kerche.
La obra propone a la humanidad una reflexión sobre el sentimiento y el resentimiento, el egoísmo y la generosidad, la fatalidad y el destino. La temática de este drama se apoya en la imposibilidad de escapar de un destino adverso, en las dificultades para alcanzar la felicidad y en la ambigüedad de las relaciones sentimentales entre personas destinadas al sufrimiento.
La tragedia de Tatiana se asemeja al destino cruel y fatal del propio Tchaicovski, marcados ambos por una vida en la que impera la nostalgia de una "felicidad imposible". Así, Tatiana es el espejo en el que se refleja y reconoce el compositor.
Cecilia Kerche, con su perfil de bailarina rusa, considerada por Natalia Makarova como la mejor Odile-Odette del mundo, es hoy parte de la sólida tradición del Teatro Municipal de Río de Janeiro. En las representaciones de "Onegin", no sólo la actuación de la principal protagonista fue emocionante, sino que también merecieron el nutrido aplauso del público el joven y talentoso Bruno Rocha como Lansky y Cristiane Quintan como Olga. Francisco Timbó, en el papel de Onegin, fue un ejemplo de entrega y comprensión del personaje.
Una intervención particularmente feliz fue la de Carlos Cabral como el príncipe Gremin, el noble verdadero que protege a la diva, en el pas-de-deux del tercer acto: ¡Una belleza!
El cuerpo de baile, en diagonales perfectas, ennobleció el espectáculo, con su impecable actuación. Por su parte, Cecilia Kerche revive, con su elegancia clásica, el personaje más amado por Tchaicovski. Su interpretación de Tatiana es conmovedora, de honda compenetración y su aparición al comienzo del primer acto recrea la atmósfera temperamental rusa de su personaje. En el monólogo de la carta, momento clave de este ballet, esta brasileña de corazón eslavo transmite magistralmente, a través del sueño del personaje, lo que Rudolf von Laban llamó "movimiento-pensamiento-sentimiento".
La expectativa de Tatiana en relación con el amor de Onegin, la exaltación y la melancolía, son vividas no sólo en el diseño del personaje sino también en lo que ocurre en el alma de Tchaicovski. Cecilia Kerche es naturalmente fiel a la concepción coreográfica de John Cranko, sin que se pierda el envolvente romanticismo de la música de Tchaicovski.
En el tercer acto, en el cual Tatiana revive el pasado y renuncia al futuro, constituye la culminación de la madurez de una intérprete que actualiza la fatalidad. Kerche, bailarina profundamente comprometida con su arte, maneja una exquisita sensibilidad estética que orienta su interpretación. Así, traduce magníficamente la soledad sublimada en la vida real, el amor eterno como ficción, tal como se expresan en el destino dramático de Tatiana.
Exaltación y melancolía son vividas en diferentes escenas de una obra que habla de las contradicciones del alma.

Wellen de Barros
Educada en un ambiente donde la danza y la música la acompañaron desde siempre. Estudió piano y armonía en el Conservatorio de Música carioca, e interpretación operística, historia de la ópera, historia de la música y canto lírico en Río de Janeiro. Actualmente, además de pertenecer al elenco lírico del Teatro Municipal de Río de Janeiro, es profesora en el Conservatorio de Música, donde desarrolla un proyecto de apreciación musical junto a estudiantes y universitarios. Es investigadora de danza y música, y escribe artículos para el Teatro Municipal sobre ópera, música sinfónica y ballet. Su interés por la danza la llevó a crear un proyecto de estudio e investigación sobre el arte del ballet y del canto.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Festival de Dança do triângulo Mineiro


Vitor Luiz e Cecília Kerche abrem oficialmente o Festival de Dança do Triângulo 2008
Os bailarinos Cecília Kerche e Vitor Luiz, do Teatro Municipal do Rio de Janeiro abrem nesta quarta-feira, dia 5, às 20h, na Arena Multiuso Tancredo Neves, a programação oficial de espetáculos do Festival de Dança do Triângulo, encenando a obra o Grand Pas de Deux do Ballet Romeu e Julieta.Segundo a bailarina Cecília Kerche, manter um festival de dança desse porte por 20 anos é motivo de satisfação para os organizadores. “Essa atitude vem mostrar a resistência de se realizar ano a ano o Festival com notoriedades de bailarinos da cidade e de outros estados. O País é muito grande e trazer artistas de leste a oeste, de norte a sul do Brasil para Uberlândia é uma forma de intercambiar a dança. Aqui tem uma agenda, uma história, por isso acrescentará muito para o currículo do Festival”, afirma.Vitor Luiz afirmou que a mesma obra que dançarão hoje foi apresentada há uma semana nos Estados Unidos. “Isso é muito importante para que a arte se globalize, uma vez que nem todos podem ter acesso à apresentação de Romeu e Julieta em outro local, então trazemos um trecho, que é o ponto mais alto do balé”. Ele disse ainda que é muito importante para Uberlândia conseguir manter esse Festival por tanto tempo, já que isso é uma tarefa difícil, pois falta incentivo. “Imagina quantas pessoas poderão assistir a um espetáculo bonito e querer dançar. Quantas vidas serão mudadas por conta de um dia como esses?” indagou.Também se apresenta na noite desta quarta-feira a Cia. de Ballet da Cidade de Niterói, com os espetáculos “Choros e Valsas”, de Rodrigo Negri, "Três Concertos" e “Pas de Deux do Ballet Variações Enigma”, ambos de Rodrigo Pederneiras.
ESPECIAL


Trecho da apresentação de Cecília Kerche e Vitor Luiz - Imagens Pedro Reis - Farol Comunitário

Cecília Kerche e Vitor Luiz - Foto: Pedro Reis - Farol Comunitário

Material jornalístico protegido por direitos autorais - Proibido reproduzir sem autorização expressa dos detentores dos direitos

sábado, 8 de novembro de 2008

Festival de Dança

Abertura Oficial do Festival de Dança do Triângulo acontece nesta quarta-feira Bailarinos do Rio de Janeiro apresentam a obra o Grand Pas de Deux do Ballet Romeu e Julieta Foto: Bailarina Cecília Kerche do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Os bailarinos Cecília Kerche e Vitor Luiz, do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, abrem nesta quarta-feira, dia 5, às 20h, na Arena Multiuso Tancredo Neves, a programação oficial de espetáculos do Festival de Dança do Triângulo, encenando a obra o Grand Pas de Deux do Ballet Romeu e Julieta.Segundo a bailarina Cecília Kerche, manter um festival de dança desse porte por 20 anos é motivo de satisfação para os organizadores. “Essa atitude vem mostrar a resistência de se realizar ano a ano o Festival com notoriedades de bailarinos da cidade e de outros estados. O País é muito grande e trazer artistas de leste a oeste, de norte a sul do Brasil para Uberlândia é uma forma de intercambiar a dança. Aqui tem uma agenda, uma história, por isso acrescentará muito para o currículo do Festival”, afirma.Vitor Luiz afirmou que a mesma obra que dançarão hoje foi apresentada há uma semana nos Estados Unidos. “Isso é muito importante para que a arte se globalize, uma vez que nem todos podem ter acesso à apresentação de Romeu e Julieta em outro local, então trazemos um trecho, que é o ponto mais alto do balé”. Ele disse ainda que é muito importante para Uberlândia conseguir manter esse Festival por tanto tempo, já que isso é uma tarefa difícil, pois falta incentivo. “Imagina quantas pessoas poderão assistir a um espetáculo bonito e querer dançar. Quantas vidas serão mudadas por conta de um dia como esses?” indagou.Também se apresenta na noite desta quarta-feira a Cia. de Ballet da Cidade de Niterói, com os espetáculos “Choros e Valsas”, de Rodrigo Negri, "Três Concertos" e “Pas de Deux do Ballet Variações Enigma”, ambos de Rodrigo Pederneiras.

domingo, 12 de outubro de 2008

Connecticut Ballet presents 'Romeo & Juliet'



Connecticut Ballet opens its 27th season with its third annual Bushnell appearance on October 25th at 7:30pm and October 26th at 2:00pm at the Belding Theater, 166 Capitol Avenue, Hartford, presenting a new full-length production of ‘Romeo & Juliet,’ choreographed by Artistic Director Brett Raphael to the famous score by Sergei Prokofiev. The production features the full professional company and guest stars Cecilia Kerche and Victor Luiz from Teatro Municipal of Rio de Janeiro. For further info, visit http://www.connecticutballet.com/.
Location: Maxwell and Ruth Belding Theater
Ticket Prices: $30.50-$47.50
Ticket Information: Tickets on sale now. For groups of 20 or more, please contact Kimberly Levesque at the Connecticut Ballet at (860) 293-1039 .
Event Status: Open

Connecticut Ballet presents 'Romeo & Juliet'

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Connecticut Ballet presents 'Romeo & Juliet'
Connecticut Ballet opens its 27th season with its third annual Bushnell appearance on October 25th at 7:30pm and October 26th at 2:00pm at the Belding Theater, 166 Capitol Avenue, Hartford, presenting a new full-length production of ‘Romeo & Juliet,’ choreographed by Artistic Director Brett Raphael to the famous score by Sergei Prokofiev. The production features the full professional company and guest stars Cecilia Kerche and Victor Luiz from Teatro Municipal of Rio de Janeiro. For further info, visit
www.connecticutballet.com.
Location: Maxwell and Ruth Belding Theater
Ticket Prices: $30.50-$47.50
Ticket Information: Tickets on sale now. For groups of 20 or more, please contact Kimberly Levesque at the Connecticut Ballet at (860) 293-1039 .

DATE: 10/25/2008
TIME: 7:30PM
STATUS: Open

Fr Orch
Rear Orch
Fr Mezz
Rear Mezz
$47.50
$47.50
$47.50
$30.50
DATE: 10/26/2008
TIME: 2:00PM
STATUS: Open

Fr Orch
Rear Orch
Fr Mezz
Rear Mezz
$47.50
$47.50
$47.50
$30.50
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A escrava e o mercador - recentemente em Miami



                                                                         Cecilia kerche e Vítor Luiz

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Seletiva do Youth America Grand Prix acontece em Indaiatuba

Bailarinos disputam vaga para concurso que oferece bolsas
nas melhores escolas dos Estados Unidos e Europa

Os principais talentos da dança brasileira, vindos de diversas partes do país, se encontram, este mês, em Indaiatuba, na única etapa nacional do Youth America Grand Prix, o mais respeitado concurso internacional de dança que oferece bolsas nas melhores escolas da Europa e dos Estados Unidos. A seletiva conta com a participação de grandes nomes da dança mundial ministrando cursos e compondo o júri.
Realizada pelo Instituto Passo de Arte, em parceria com a secretaria de Cultura de Indaiatuba, a seletiva acontece durante o Setembro em Dança, nos dias 26, 27 e 28, no palco da sala Acrísio de Camargo, que fica no Centro Integrado de apoio à Educação de Indaiatuba (Ciaei).
Para compor o júri foram convidados profissionais renomados do meio, como o brasileiro radicado em Nova Iorque, Carlos dos Santos Junior, que atualmente ministra aulas na The Ailey School; a professora Tara Mitton Catão, que atualmente ministra aulas no The Harid Conservatory da Florida; a maitre do Balé de São Paulo, Ady Addor; e também pela bailarina Lina Lapertosa, que integra a Cia. do Palácio das Artes de Minas Gerais.
A organização teve a mesma preocupação ao escolher os profissionais que ministrarão os cursos aos participantes durante o evento, por isso, convidou as maitres Toshie Kobayashi, que foi vencedora dos concursos de Varna e YAGP, e Ilara Lopes, examinadora do Royal Academy of Dance.
As apresentações têm início na sexta-feira, dia 26, a partir das 18h, com os solos livre e contemporâneo. No sábado, dia 27, a abertura ficará a cargo dos primeiros bailarinos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Cecília Kerche e Vitor Luis, no Grand Pas de Deux La Sylphide, que será apresentado pela primeira vez no Brasil, seguido pelas variações de repertório. No domingo, dia 28, às 16h, acontecem apresentações de Pas de Deux, Duo, Trio e Conjuntos. Os 10 conjuntos e 25 solistas que forem selecionados representarão o Brasil na fase final do concurso, realizada em Nova Iorque, em abril do próximo ano, e que conta com candidatos do mundo todo, que concorrerão a bolsas de estudo em escolas como Canada's National Ballet School, New Zealand School of Dance, The Ailey School, The Harid Conservatory, Paris Opera Ballet School e Royal Ballet School.
Na sexta-feira a entrada é gratuita. Já o ingresso tanto para sábado quanto para domingo custa R$ 30 inteiro e R$ 15 meio. Mais informações pelos telefones (19) 3825-2056 e (11) 4979-5709 ou acesse os sites http://www.passodearte.com.br/ ou http://www.yagp.org/.

CONCURSO O Youth America Grand Prix é um concurso de dança internacional de grande representatividade no panorama mundial. O evento acontece anualmente há 10 anos em Nova Iorque; o Brasil vem participando há cinco e, nos últimos quatro anos o Instituto Passo de Arte assumiu a exclusividade das seleções dos candidatos brasileiros, oferecendo uma seletiva que segue o mesmo estilo do concurso americano, com avaliação em salas de aulas e a participação de representantes internacionais do concurso. Esta será a primeira vez que o município de Indaiatuba sedia o concurso que realiza sonhos e democratiza oportunidades a jovens talentos de todas as classes e regiões do país.
Fundada em 1999 por dois bailarinos do Balé Bolshoi, Larissa e Gennadi Saveliev, a organização educacional, responsável pela realização do Youth America Grand Prix, ajuda jovens e talentosos bailarinos a conquistarem bolsas de estudos e contratos profissionais nas mais importantes escolas e Cias. de Dança do mundo. “Por seus programas e atividades, o YAGP serve como a ‘internet’ do mundo da dança, formando uma rede global de oportunidades a jovens bailarinos”, comenta William Romão Costa, diretor do Instituto.
Em 2005, a Unesco reconheceu a contribuição do YAGP à educação internacional de dança com o credenciamento no prestigioso Conseil Internacional de La Danse da Unesco.
A parceria do YAGP com o Instituto possibilitou, ao longo destes anos, viabilizar bolsas de estudos e contratos para mais de 50 jovens brasileiros que atualmente estudam e trabalham nas mais prestigiadas escolas e Cias. de Dança do mundo.

SERVIÇO

Apresentação dos solos livre e contemporâneo
Data: 26/09
Horário:18h
Local: Ciaei
Entrada gratuita.

Abertura: Cecília Kerche e Vitor Luis
Apresentações das variações de repertório
Data: 27/09
Horário:18h
Local: Ciaei - Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 3.665
Ingressos: R$ 30 (inteiro) e R$ 15 (meio)

Apresentação de Pas de Deux, Duo, Trio e Conjuntos
Data: 28/09
Horário:16h
Local: Ciaei - Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 3.665
Ingressos: R$ 30 (inteiro) e R$ 15 (meio)


Informações para a Imprensa
Samanta De Martino
fabricadanoticia@uol.com.br

segunda-feira, 15 de setembro de 2008


September 10, 2008
Issue # 68
A Sensational SeasonWorld-class entertainment highlights the arts in South Florida
By Mary Damiano

Cecilia Kerche of Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janiero, Brazil, one of the dancers performing in South Florida for the International Ballet Festival of Miami
The world’s longest film festival, one of the world’s largest art fairs, a convergence of dancers from around the globe, world premiere plays, world class opera stars kick off the 2008/2009 arts season in South Florida.
South Florida does the arts in a big way. Everything has to be the biggest, the longest, the first, the best, the brightest. And as arts lovers, we all win.
Below you’ll find highlights of the upcoming arts season, concentrating on the fall and winter offerings. This is by no means a complete list—that would fill the whole issue. It’s meant as a glimpse of all the incredible things to do in the upcoming months. So get your fingers ready to hit the websites, mark your calendars and gear up for what promises to be a very hot season.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

XIII International Ballet Festival of Miami 2008

CONSIDERED THE MOST SUCCESSFULL BALLET FESTIVAL IN THE UNITED STATES FEATURING WORLD-WIDE PRESTIGIOUS BALLET COMPANIES REPRESENTED BY THEIR GREATEST STARS.August 29 - September 14, 2008Miami - Coral Gables - West Palm Beach - Miami Beach
Over the past Thirteen years the International Ballet Festival of Miami (IBFM) has brought to the stage hundreds of talented principal dancers representing the best companies from around the world. IBFM offers the community a unique chance to share in a celebration of dance, creating a buzz and generating excitement for our dedicated audiences of over 10,000 and students of dance, the future bearers of the torch. Under the resilient direction of Pedro Pablo Peña and his unwavering right-hand man Eriberto Jimenez, Director Assistant, the Festival has become a Fall staple on the South Florida dance calendar with six spectacular performances at four theaters in three cities. Collateral activities include Dance Films, official IBFM poster unveiling a fine arts competition inspired by the dance and dancing in the street at the Ardex Gallery, workshops, master classes and the presentation of the Lifetime Achievement Award presented at the Grand Classical Gala of the Stars to be presented this year Roland Petit. The IBFM’s continuing success is a testament to the genuine need our community has for an event of this magnitude, one forged and nourished in the very diversity and multiplicity that defines our city.Now in its 13th season, the International Ballet Festival of Miami is recognized as one of the most acclaimed ballet festivals in the world, earning founder and artistic director Pedro Pablo Peña critical acclaim, including praise from Florida’s Governor and the Key to the City of Miami.XIII International Ballet Festival of Miami 2008 U.S.A, considered the most successful Ballet Festival in the United States, featuring world-wide Prestigious ballet companies represented by their greatest stars- One performance only. www.kravis.org
Miami Hispanic Ballet & American Airlines PresentsXIII International Ballet Festival of MiamiDirector Pedro Pablo Peña Cecilia Kerche and Vitor Luiz, Brazil - Swan lakeInternational companies participating:StaatsBallett Berlin, GermanyStuttgart Ballet International Guest Artists, GermanySlovene National Ballet, SloveniaThe Royal Ballet, EnglandParis Opera Ballet, FranceFlorence Opera Ballet, ItalyNacho Duato Compañia Nacional de Danza, SpainBallet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, BrazilRoyal Winnipeg Ballet, CanadaNational companies participating:San Francisco Ballet, USAHouston Ballet, USACuban Classical Ballet of Miami, USAVanessa Lawson y Jaime Vargas - Royal Winnipeg BalletKravis Center for the Performing Art701 Okeechobee Boulevard, West Palm Beach, Florida - Friday, Sept. 12 at 8:00 p.m.en Danza BalletFestival Internacional de Ballet de Miami - Programación 2008Pro-Arte Musical y su Divulgación de Cultura en CubaFESTIVAL DE OTOÑO DE MADRIDThe Stars of the White Nights 2008ImPulsTanz Gala-Abend© 2008 Danza Ballet

Publicado el 03/08/2008 por Danza BalletLa danza y el ballet en EspañaHecho en Barcelona
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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Turne na Argentina - Críticas



Asunto: BALLET,ROSARIO,TUCUMÁN,ENCUENTROS,MUSICARTE XXI,ZARZUELA,HÍPICO,LIRICUENTOS.
Ovacionó Rosario gala de ballet - Por: Eduardo Giorello
Ämbito Financiero 09-09-2008Gala Internacional «Las estrellas de la danza». Prog.: Obras de M.Galizzi, A. Méndez, U. Sholtz, L. Ortigoza, M. Petipa/R. Nureyev y M.Petipa/A. Alonso. (Teatro Fundación Astengo, Rosario). Rosario - Organizada por la filial Rosario del Mozarteum Argentino se realizó la Gala Internacional de Ballet «Amor y virtuosismo», en el bello Auditorio de la Fundación Astengo de esta ciudad, El espectáculo, que fue ovacionado por la calidad de los bailarines convocados, siguió luego a Tucumán y Santiago del Estero, y la producción planea traerla en breve a Buenos Aires. Las parejas participantes pertenecen a grandes conjuntos latinoamericanos: Cecilia Kerche y Vitor Luiz, al Ballet del Teatro Municipal de Río de Janeiro; Maite Ramírez y Luis Ortigoza (Ballet de Santiago); Viengsay Valdés y Romel Frometa, (Ballet Nacional de Cuba); y Genoveva Surur y Bautista Parada, al Teatro Argentino de La Plata. La primera parte del programa estuvo dedicada a dúos de corte romántico y la segunda, a pas de deux de la tradición clásica. Se incluyó, asimismo, una presentación de la compañía y una despedida, ambas con coreografía de grandes exigencias de Mario Galizzi, director de la Gala, sobre música de Alexander Glazunov. Las cuatro historias de amor de la parte inicial exhibieron las personalidades y las características de escuela de cada pareja, creando un fresco de diversos estilos coreográficos. Los dúos de Alberto Méndez («Muñecos»), con Valdez y Frometa y el de Uwe Sholtz («Adán y Eva»), con Kerche y Luiz pusieron la nota deslumbrante de la función con actuaciones sobresalientes. Los grandes momentos de la danza de bravura vinieron en la parte final con trabajos impactantes, como los de los artistas cubanos Valdez/Frometa, quienes asombraron con su excepcional despliegue virtuosístico. Regocijante el pas de deux de «Don Quijote» en versión de la legendaria Alicia Alonso que protagonizó esta pareja. También Cecilia Kerche y Vitor Luiz cusaron admiración en el dúo de «El Corsario» de Petipa/Nureyev. El paso de dos de «Sylvia» con coreografía de Ortigoza, bailado por él mismo junto a Maite Ramírez, constituyó otro punto alto de una noche de celebración de la danza académica del más alto nivel técnico y estético.
La SECRETARIA DE CULTURA de la UNR y AMMA, invita al Concierto de Alumnos de la Escuela de Música de la UNR,en el Auditorio de AMMA, Urquiza 1539 - ROSARIO, el jueves11 de septiembre a las 19hs. - Entrada libre y gratuitaGRAN CONCIERTO, alumnos becados de la Escuela de Música de la UNRClaudio Devigili (guitarra)Jaquelina Livieri (soprano)Sofía Cardi Bonfil (piano)María Ines Garrocq - Luisina Perez (duo de flautas)Romina Amoruso (soprano)Gustavo del Turco (tenor)Maximiliano Baños (barítono)Juan Ignacio Fornassero (piano)Organizan: Asociación Mutual Mercantil ArgentinaSecretaría de Cultura Universidad Nacional de RosarioEscuela de Música (Fac. H. y A.)
Calidad, despliegue, color, y emoción reflejaron "Las estrellas de la danza" Ovación de pie. (En Tucumán)
Con una iluminación soberbia, ya observada en Madame Buterffly, el escenario del San Martín recibía a "Las Estrellas de la danza". El espectáculo se dividió en dos partes con 4 obras cada una. Todas de un nivel superlativo, ya sea en lo musical, en la danza, en los dotes artísticos de los bailarines y en los textos de las obras. Las cuatro parejas que desplegaron toda su magia se presentaron "Arriba del telón", mientras de fondo el público escuchaba melodías de Glazunov, con la interesante coreografía de Galizzi. La primera parte llamada "Cuatro Historias de Amor" comenzó con la obra Muñecos. La mejor de la noche, sin desmerecer las demás genialidades. Una muñequita (Viengsay Valdes) se enamora de un soldadito de plomo (Romel Frometa). La pareja de inmejorables bailarines cubanos interpretaron sus personajes con una naturalidad tal que los hacía verdaderos muñecos. Movimiento precisos, que se producían con cada "tin", "tun", "ton" de alguna tecla de piano generada por el genial Egues, emulaban las articulaciones del soldadito y la muñequita. Una manera nueva e interesante de mostrar una historia de amor. Pero sobre todo de hacer danza. Se observaba una total fusión en la pareja. Primero muere ella, muere él, resucita ella y vuelve a morirse como Romeo y Julieta. Posteriormente, la cubana Maite Ramírez y el argentino Luis Ortigozza interpretaron Preludio, con música de Chopin y coreografía de Galizzi. Volaban por los aires mientras Chopin le daba un ambiente de amorío total. Los celestes de las luces colaboraban con la belleza escénica. Romeo y Julieta, con los bailarines del Colón Genoveva Surur y Alejandro Parente se vistieron de terqueza para interpretar la obra. Netamente física, demostraron sus habilidades propias del mejor ballet. La música de Prokovieff y la coreografóade Paul vasterling no dejaron dudas. La última de la primera parte fue Adán y Eva. Los brasiler@s Cecilia Kerche y Vícto Luiz danzaron con esta majestuosa ópera de Haydn. Uwe Sholtz, coreógrafo, dispuso que Adán esté con el torso desnudo. Las luces jugaron un papel preponderante cuando tres faros a medias luz iluminaban los cuerpos. Coqueteaban antes de enamorarse perdidamente. Finalizó con trompos a velocidades descomunales. En la Segunda Parte, las bellezas no dieron lugar a malas críticas. El publico atónito se dejaba llevar por los pasajes encantados. La Bayadera con Genoveva Surur y Alejandro Parente, obnubilaron a todos con una excelente coreografía de Luis Ortigoza y la acorde música de Minkus. Vestuarios clásicos, iluminación abundante. Las trompetas comienzan a sonar y ella se transforma en una ploma que vuela en brazos de su amado. La solemnidad, única. Luego los pañuelos acaramelaron más a los dos. Un violín despertaba la pasión del público mientras ella daba giros magníficos en un solo pie, o saltaba delicadamente hacia atrás. Una verdadera gallardía. Pas d' eslave (El Corsario) fue el siguiente ballet de los brasiler@s Cecilia Kerche y Víctor Luiz. La luz amarilla iluminaba a una mujer con velo en el rostro y al hombre de rojo, hermosos estilo árabe. La coreografía de Petipá y Nureyev se basó en un sin fin de pasos propios de este afable arte. Sencillamente se comieron el escenario. A varios espectadores, la piel se asemejó a la de gallina. La música de Adamas, solo le cabe el adjetivo de grata. Sylvia con música de Delibes. Coreografía del también bailarín Luis Ortigoza, que junto con Maite Ramírez formaron una interesante parejas, se vistieron de romanos para agradar al público. Ella una princesa sutil. Finalizó el evento con Don Quijote. Nuevamente Valdes y Frometa, los mismos que habían bailado en Muñecos cautivaron a la gente. Esta vez con vestuario español. Demostraron la misa precisión calidad y justeza que antes. Sin grandes piruetas su solvencia fue más que interesante. Luego llegó la destreza y ambos volaron a lo largo de las tablas. Por último saludaron al atento púbico que llenó el teatro. Pero disfrutó de un enorme espectáculo. Sin duda, los cubanos de Muñecos y El quijote se llevaron los laureles. Sebastián Ganzburg (Tucumán Hoy)
FUNDACION ENCUENTROS INTERNACIONALES DE MUSICA CONTEMPORANEA - Dirección Artística: Alicia Terzian40º Festival Internacional Encuentros 2008"Por un mundo en paz y libertad"Aula Magna de la Facultad de Derecho -Av. Figueroa Alcorta y PueyrredónSábado 13 de Septiembre, 18hs - ENTRADA LIBRECORO UNIVERSITARIO DE LA PLATA - Director :Luis Clemente Asistente de dirección :Eduviges PicotePreparadora vocal :Diana Alba GomezDos motetes - Maurice Duruflé (Francia, 1902-1986) Ubi caritas (1960)/ Notre père ( 1977)Dos composiciones religiosas - Cesar Alejandro Carrillo(Venezuela,1957) O mágnum misterium(2000)/ Salve Regina ( 1991)¡Eli,Eli ! - Cydrgg Bárdos (Hungria, 1905-1991)Cuatro Cantos del folklore eslovaco - Bela Bartok(Hungria,1881,1945)Cancion de Bodas de Poniki / Cancion de los segadores de heno de Hiade!Danza de Medzibrod / Danza de PonikiPiano:Eduviges PiconeCORAL FEMENINO DE SAN JUSTO - Dirección: Roberto SaccenteSalmo 150 - Ernani Aguiar (Brasil, 1950)Salve Regina - Javier Busto (España, 1949)Crux Fidelis - Alberto Balzanelli (Argentina, 1941)Sok herren - Nukt Nystedt (Noruega, 1915)Soledad en el alba - Alicia Terzian (Argentina, 1934)Ave María (doble coro) - Gustav Holst (Inglaterra, 1874-1934)O vos monees (doble coro) - Egisto Macchi (Italia 1928-1992)Non gridate piu - Salvador Ranieri (Argentina, 1930)Solista: Marina Para
Sábado 13 de septiembre de 10:00 a 13:00 hs.Musicarte XXI - 11 de Septiembre 988 (Belgrano) - Buenos Aires Tel.: 4779 2021 - Website:
www.musicartexxi.com -
Email:
info@musicartexxi.com - Acreditación: $30

Musicarte XXI - Centro de Artes Musicales, Audiovisuales y PlásticasConversando con los artistas - Ciclo 2008

"Panorama actual de la tarea de JÓVENES COMPOSITORES EN EUROPA - Festivales, foros internacionales, partituras y grabaciones"A cargo de JUAN MANUEL ABRAS (compositor y director de orquesta)
Con las participaciones de Lucio Bruno-Videla (compositor y director de orquesta), Luciano Giambastiani (compositor y clarinetista) y Héctor Coda (crítico musical).
Temas a desarrollar: La tarea diaria del compositor y su organización. La difusión de las obras, el circuito nacional y el internacional. Los intérpretes y las nuevas tendencias. Los diversos recursos mediáticos, la contextualización de las creaciones actuales. La capacidad de atención del público de hoy. La música que nos representa como transitantes del S XXI, como latinoamericanos, como argentinos.
¨Galas de Zarzuela ¨El reencuentro del gran barítono internacional, Leonardo López Linares, ganador del concurso Pavarotti, con sus orígenes en zarzuela, vividos en la Asociación Cultural Amigos de la Zarzuela durante sus 17 años.Será acompañado por la Srta. Cecilia Maragno, experta oboe, también de trayectoria internacional, y por el Coro de la Asociación.La dirección escénica a cargo del Mtro. Jose Terceiro, la musical a cargo del Mtro. Victor Betinotti y la coordinacion general a cargo de Marta Rey Cister.Esta presentación se realizará el lunes 15 de septiembre, a las 20,30 hs. en el Club Español, Bdo. de Irigoyen 172 de Capital.Las entradas podrán retirarse 1 hora antes.Sigue abierta la convocatoria para integrantes al coro, solistas y bailarines.Info.: 4771-2494 y 4313-7166
El Club Hípico ArgentinoAvda. Figueroa Alcorta 7285 - Capital Federal& La Bella MúsicaAsociación Civil sin fines de lucro, presentan"CONCIERTOS EN EL HÍPICO" (8ª Temporada)Martes 16 de septiembre 20:30 hs. Entrada libre y gratuitaSe solicita la donación de un alimento no perecederoCoro Vocal del Sur y la Orquesta del CCILDirección General: Orlando RosasFelix Mendelssohn: Jaglied Johannes Brahms: NänieAntonio Vivaldi: Doble concierto en La MenorViolines concertantes: Nancy Ambrossi, Yanina AmbrossiGeorg Friderich Haendel: Salmo 109 "Dixit Dominus"para coro, solistas, cuerdas y continuoSoprano: Gabriela Vargas - Mezzo: Ana Manrique - Contralto: Tamara Odon Tenores: Christian Guerrieri, Sebastián Vázquez Bajos: Gustavo Rosas, Federico De Michelis
"Liricuentos", compañía dedicada a realizar versiones líricas originales de cuentos infantiles, convoca barítonos y actores para su próxima obra.
Los interesados, por favor enviar un mail a:
info@liricuentos.com.ar para coordinar audición.
"Liricuentos" funciona como cooperativa.
Mariana Francisco Mera / Alejandro Cattaneo
Directores de "Liricuentos" -
www.liricuentos.com.ar

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Giselle - parte I


A ARTE TRANSFORMADORA

Giselle remete o espectador a refletir sobre o que diz Gustav Carl Jung, quando afirma que o artista não é uma pessoa dotada de livre arbítrio para buscar seus próprios objetivos, mas sim alguém que permite que a arte realize seus propósitos através dele.
Esse homem coletivo, narra o libreto de Gautier e Verony de Saint-Georges inspirada na popular lenda alemã que fala das Wilis – personalidades de jovens que vivem nas florestas com sede de vingança.
É uma história passada no século XIX, ,que faz contemporaneidade com o drama existencial da alma humana.

No 1º ato, é uma jovem camponesa que vive nos campos da Alsácia- França, apaixona-se pelo conde Albrecht, acreditando ser ele um lenhador chamado Loys. Albrechet por sua vez se encanta pela camponesa mas e não tem coragem de revelar sua verdadeira identidade que é noivo da Princesa Bathilde.

No 2º ato, Giselle aparece no chamado “reino das sombras”. Hilarion está de vigília na tumba de Giselle, mas foge apavorado pelas Wilis. Giselle ergue-se da sepultura para saudá-las.
Albrecht caminha levando flores até o túmulo de Giselle seguido por uma atmosfera envolvente do solo do cello na música de Adolf Adam que sensivelmente criou todo “clima” de dor e arrependimento. Albrechet percebe que seu amor por Giselle é muito maior do que ele soube demonstrar para com sua amada e não há mais nada que se possa fazer.
O vazio existencial toma conta de sua alma. Dia e noite, vida e morte se fundem numa só pessoa – Giselle.

A SONORIDADE NO MOVIMENTO

Uma forma pessoal de compor publicamente cada personagem, é o que se presencia na arte de Cecília Kerche. Uma linearidade, hora efervescente, hora contemplativa, particularmente arraigada a um temperamento psicológicamente adequado para vivenciar a história de “Giselle”.
Vítor Luiz na personagem de Albrecht, é a emoção de um talento num “danseur noble”. É possível ver na interpretação desse bailarino a complexidade sentimental interiorizada do seu personagem, à primeira vista, sem maiores comprometimentos. Um nobre bonito, que conquista com seu charme mais uma jovem..., mas será que Giselle, é para Albrecht apenas mais uma conquista ?
Ao que se pode notar, Vítor Luiz contribui, para esse dilema aparente de seu personagem, que se vê envolvido verdadeiramente por essa jovem camponesa. Todavia essa certeza de amor somente se concretiza quando não lhe é mais possível dizer à sua amada o quanto de fato ele a ama.
A contemporaneidade dos sentimentos, talvez uma espécie de solidão torne-se uma nítida certeza do drama existencial humano que prepondera no agir de um modo geral - a indiferença.





Albrechet caminha até o túmulo de "Giselle", Vítor Luiz expõe o seu personagem e destaca-se pela límpida técnica do seu "flutuar" passo a passo trazendo o resultado sombrio e desolado dessa indiferença passada ao "brincar" com os sentimentos de sua amada "Giselle".


Na música, o solo do Cello divide com Albrecht esse sentimento doloroso de desesperança e solidão.
Ali onde visivelmente seria impossível seu relacionamento com uma camponesa, sua dificuldade de assumir sua verdadeira identidade para Giselle, resulta numa tragédia que o faz rever seus sentimentos e atitudes. Sua dificuldade o leva a capacitar-se amar verdadeiramente, mesmo que tardiamente.
Albrechet ao se deparar com o amor que sente por Giselle - alguém que já não está mais presente é reconfortado pelo tom sobrenatural do sentimento do amor incondicional que Cecília Kerche dá à morte de sua persongem com sua interpretação.
No seu gestual, a clareza desprendida e envolvente ao oferecer flores ao seu amor Albrechet. É a forma viva que sua personagem encontrou para fazê-lo perceber concretamente que ele não estaria só para todo sempre. Nesse momento Albrechet sente a grandiosidade de sentimento que os une para eternidade e se deixa ser cuidado por Giselle.
A sonoridade no movimento de Cecília Kerche, é percebida por todos. É a sonoridade da alma da bailarina que nesse momento protagoiniza a história e dialoga com o espectador num diálogo da vida com a própria vida.
Presencia-se uma fusão entre "mundos" distintos, somente compreendidos através da arte. Assim sendo, justifica-se uma trajetória profissional impecável em grau máximo de excelência que não esta livre de sofrer "expiações" - felizmente passageiras - mas marcantes o suficiente, para trazerem o remédio eficaz da sabedoria em busca do entendimento, no livre diálogo da vida com a própria vida.


Cecília, sua "Giselle" é o espectro do amor que transcende toda adversidade. Uma obra mestra, na redenção de todos nós, ao compartilharmos da sua capacidade de produzir uma, arte transformadora.



Wellen de Barros
Abril de 2008

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Para sempre Odette ( entrevista publicada - Site A Notícia)

Carreira em TI
Qua, 16 de Julho de 2008 04:54
Cecília Kerche não confirma nem nega, mas sua apresentação em "O Lago dos Cisnes", na abertura do festival, será uma espécie de despedida do palco do eventoA escolha de "OLago dos Cisnes" para a abertura do 26º Festival de Dança não foi à toa. Espetáculo ícone do balé clássico, é tido como uma das melhores montagens da Companhia de Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. E coube à sua protagonista, Cecília Kerche, o pedido para trazê-lo a Joinville. Tudo porque "O Lago dos Cisnes" deve ser a última vez da bailarina no palco do evento.Homenagem digna para a estrela que cresceu e se tornou a dama do festival. As 13 participações dela se tiniciaram em 1989, curiosamente com o segundo ato de "O Lago dos Cisnes" - "Odette".Já reconhecida na América do Sul, Cecília ainda carecia de popularidade em seu País. Ao final da apresentação, na Harmonia Lyra, a estrela retornou ao palco para agradecer os aplausos ainda não findados.Essa relação de amor será abreviada em 2008. Apesar de a própria não confirmar sua aposentadoria do festival e se mostrar surpresa com essa informação vinda a público, é sabido que a bailarina quer abrir espaço para novos talentos e atuar mais nos bastidores, seja como jurada ou na divulgação de sua linha de sapatilhas, lançada em
2000.Ainda no Rio de Janeiro, durante os ensaios, Cecília Kerche declarou mais uma vez seu amor pelo evento e por "O Lago dos Cisnes". Disse ter notado uma evolução no nível das apresentações na mostra competitiva, o crescimento na formação de novos bailarinos. E encerrou com uma promessa: em 2009, estará por aqui novamente. Só não deverá subir ao palco.


AN Festival - No anúncio da vinda de "O Lago dos Cisnes" como espetáculo de abertura do 26º Festival de Dança, cogitou-se que essa pode ser sua última apresentação no evento. Há mesmo essa intenção?


Cecília Kerche - Não estava sabendo que se cogitava essa possibilidade! Mas dançar uma produção completa desse porte pode ser que seja mesmo a última vez no festival.


AN - Por que a escolha de "O Lago dos Cisnes" para essa despedida?


Cecília - Há dois anos cheguei a sugerir ao Ely Diniz (presidente do Instituto Festival de Dança) que fizesse duas comemorações ao mesmo tempo em 2007, o 25º aniversário do Festival, e os 130 anos desta obra com o Ballet do Theatro Municipal. Mas infelizmente não foi possível realizá-la no ano passado. No início de 2008, recebemos a grata notícia de que seria possível a apresentação dessa versão, que por dois anos consecutivos foi apontada pelo jornal "O Globo" como o melhor espetáculo.


AN - Há duas semanas, durante uma entrevista, a ex-primeira-solista do Bolshoi Nina Speranskaya afirmou que "todo grande bailarino sabe quando parar no auge". É o seu caso?
Cecília - Acho muito válida a colocação de Nina. Há uma fase da vida artística na qual se fecha um ciclo. Há balés que são para bailarinas mais jovens, como é o caso de "Coppelia", e outros balés que exigem uma maturidade que só os anos trazem. Não se espera que uma bailarina muito jovem, embora talentosa, tenha a mesma carga dramática de uma bailarina experiente para interpretar uma obra como "Damas das Camélias", por exemplo. Acho, sim, que tudo tem seu devido tempo.


AN - Você é considerada pela ex-bailarina e coreógrafa Natalia Makarova como a melhor intérprete de Odette/Odile dos últimos anos. A que credita essa relação com a personagem?
Cecília - É um balé maravilhoso, uma obra-prima tanto de música como de coreografia. Ao longo de minha carreira dancei diversas versões do "Lago" e ainda assim continuo estreitando minha relação com essas personagens. A cada preparação para interpretá-las sinto que estou aprendendo um pouco mais.


AN - Você já se apresentou várias vezes no Festival de Dança. Qual considera seu momento mais marcante?


Cecília - Já até perdi as contas de quantas vezes estive, faz tempo. Todas as atuações foram marcantes para mim, mas se tenho que escolher uma foi quando dancei pela primeira vez (em 1989), justamente o segundo ato de "O Lago dos Cisnes".


AN - Você vê uma renovação nos grandes nomes do balé brasileiro, ou Cecília Kerche e Ana Botafogo ainda são referências obrigatórias?


Cecília - Este País é rico em talentos, o que se necessita urgentemente são de companhias aos moldes do balé do Theatro Municipal, onde de fato um bailarino pode iniciar a carreira com perspectiva de crescimento artístico. Foi desta forma que Ana Botafogo e eu pudemos desenvolver nosso potencial artístico, tendo uma casa de trabalho. Essa mesma casa que hoje também abriga Claudia Mota, Marcia Jaqueline e Vitor Luiz como primeiros-bailarinos.


AN - Em 2000 você veio ao festival também para divulgar sua linha de sapatilhas. Como é atuar no mercado de negócios em paralelo à carreira?


Cecília - É uma grande responsabilidade, pois meu nome, com o peso de minha carreira, avalizam um produto que foi desenvolvido sob uma rigorosa tecnologia.


AN - O público ficará "órfão" ou em 2009 Cecília Kerche retorna a Joinville como jurada ou convidada?


Cecília - Espero ainda poder contribuir muito para o festival, seja de uma forma ou de outra.

EDSON BURG http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.j


A Notícia SC Redação
* entrevista publicada no site A Notícia de Santa Catarina
* foto: Cíntia Brach

quinta-feira, 31 de julho de 2008

O Artista e o Bem Comum


Bem comum é algo que mobiliza e unifica uma sociedade. Ele compromete de modo universal mesmo sob modalidades específicas, seja o Estado, a Sociedade, as Associações e a Humanidade.
Falar em bem comum não significa falar em uma soma de bens individuais, o mesmo em se tratando da sociedade, já que esta não é simplesmente uma agremiação de indivíduos, mas consiste na sua união.
O bem comum que se afasta do bem universal é falso na sua totalidade. Poderíamos concluir que o bem comum é a visão magnânima do bem estar essencial ao indivíduo enquanto pessoa.
Em se tratando de Trabalho - que é trabalho? Diríamos que é a chave essencial de toda a questão social... Então podemos pensar que atualmente os dois grandes desafios que erguem ao trabalho humano são: A organização externa desse trabalho, para que seja exercido em condições dignamente humanas e a transfiguração interior, ou seja, para que sua realização aconteça em plenitude de sentido de acordo com o seu destino último.
Em relação ao primeiro desafio pode-se dizer que vivemos em um século cuja literatura referente às normas e convenções são expressas de modo unilateral, e em relação ao segundo desafio, torna-se difícil propor como prioridade de sentido o que se entende como finalidade.
Ninguém melhor que o Artista teria capacidade de transformação radical desses desafios já citados, pois o artista possui elementos que lhe são fornecidos pela técnica, pela observação, pela inspiração, capazes de produzir uma realidade absolutamente nova. O artista – artífice utiliza algo já existente, a que dá forma e significado.
O homem foi chamado à existência, com a tarefa de ser artífice, pois na renovação cósmica, Javé havia criado o universo e no final criou o homem, o ser mais nobre do seu projeto, a quem submeteu o mundo uma capacidade volitiva de sua criação.
Na criação artística, o homem revela-se como “imagem do criador”, e realiza a tarefa plasmando o ser corpóreo em sua plenitude humana para depois exercer um domínio criativo sobre o que o circunda.
Ao artista humano é outorgada uma centelha da sabedoria de sua descendência do Artista divino.
A vocação especial do artista faz com que haja uma conexão entre duas predisposições: a ética e a artística. Nem todos são chamados a ser artistas, no sentido estrito da palavra, mas todo ser humano recebeu intrinsecamente a capacidade de fazer da própria vida uma obra de arte.
Ambas dimensões – Ética e artística interligam-se de forma recíproca. Na arte encontra-se uma dimensão para um crescimento espiritual, por isto a arte ser uma história do próprio autor que a realiza. Ao falar em beleza recorre - se ao filósofo Platão que define o belo como sendo esplendor do verdadeiro e do bem.
O artista vive uma relação peculiar com a beleza. Consequentemente beleza combina com talento que se deve pôr a render.
Como toda vocação, mas especificamente a do artista, há um sentido de “fazer-se serviço”, doar-se ao outro.
Retomamos o nosso tema inicial porque chegamos a excentricidade, ao valor da arte que é a prestação a um serviço social qualificado ao bem comum.
O artista consciente do que faz sabe o que prevalece no âmbito do seu serviço: a responsabilidade de atuar sem deixar-se dominar pela glória efêmera. Há de certo modo uma ética, uma espiritualidade que contribui de forma direta para o renascimento de toda uma sociedade.
Qual artista não experimentou a distância infinita existente no seu trabalho - mesmo bem sucedido - e a perfeição fulgurante da beleza vislumbrada no ardor do momento criativo? Tudo o que se consegue traduzir desse momento, não passa de um pálido reflexo daquele esplendor que brilhou por instantes de modo palpável diante dos olhos do seu espírito.
Toda manifestação autêntica de arte é um caminho de acesso à realidade mais profunda do ser humano e do seu mundo, pois constitui um meio inefável da proximidade com a fé, onde existência – criatura encontra plena interpretação do propagar –se unidade – bem comum.

Wellen de Barros

domingo, 20 de julho de 2008

Festival de Joinville - minhas imagens

 
 
                                          
 























                                                          Cecilia Kerche e Carlos Cabral
















quinta-feira, 17 de julho de 2008

Entrevista - Folha on-line


17/07/2008 - 16h55
Leia entrevista exclusiva com bailarina que encantou Joinville
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CRISTINA BALDI Enviada especial da Folha Online a Joinville (SC)
O ar despojado não denuncia que, debaixo daquela roupa, vive uma bailarina clássica. Definitivamente, quem olha "o figurino do dia-a-dia" de Cecília Kerche nem imagina que está diante da grande bailarina, da "prima dona" do Balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Mas, quando ela começa a falar, a postura ereta e os trejeitos entregam o seu dom.
Guto Gonçalves/Divulgação
Cecília Kerche, 47, afirma que ainda tem entusiasmo para aulas
Cecília Kerche abriu o 26º Festival de Dança de Joinville e fica na cidade até o fim do evento, onde será jurada da Mostra Competitiva (com mais de 4.500 bailarinos concorrendo ao prêmio de melhor na sua categoria). Na cidade catarinense interpretou "O Lago dos Cisnes", no papel principal. Ela diz que, se não fosse bailarina, talvez fosse atriz, pois gosta de mexer com a emoção do público. E, no palco, realmente emociona.
*
Folha Online- Você é considerada uma das melhores intérpretes de Odette/Odile, de "O Lago dos Cisnes". A que se deve essa reverência?
Cecília Kerche- Acho que é um conjunto de tudo, porque a técnica tem de estar a serviço da arte. É preciso destreza técnica para ter desenvoltura na interpretação.
Folha Online- O que é necessário para caracterizar estas duas personagens (a Odette boazinha e a Odile, a gêmea má)?
Kerche- O balé tem de começar criança. A gente se prepara a vida toda para talvez ficar no palco apenas dois minutos. Imagina dançar um balé completo. São vários anos de estudo, na sala de aula, na frente do espelho, escutando a música, para compreender o que Tchaikovsky [autor da trilha sonora de "O Lago dos Cisnes"] quis dizer. Basicamente é entender o que Ivanov e Petipa [autores da coreografia original] entenderam da música.
Folha Online- Em que medida a maturidade artística ajuda na interpretação desse papel e, por outro lado, o "peso dos anos" pode atrapalhar [a bailarina está com 47 anos]?
Kerche- Os anos de vida trazem a maturidade artística. Eu sou as alegrias, as tristezas e as decepções que vivi, e isso empresto para a minha dança. Já o peso dos anos, na parte técnica, sinceramente, ainda não sinto. Eu ainda hoje procuro a minúcia do movimento. Não a perfeição, que é utópica, mas o aprimoramento da forma de tombar a cabeça, por exemplo, de movimentar a mão...
Amir Sfair Filho/Divulgação

Bailarina Cecília Kerche, do Balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, encanta platéia em Joinville com "O Lago dos Cisnes"
Folha Online- Em tantos anos de bailarina profissional, você já dançou diversas versões de "O Lago dos Cisnes". Existe alguma que lhe toca mais, que foi mais importante?
Kerche- O primeiro e terceiro ato são sempre do Petipa e o segundo, do Ivanov. Geralmente é no quarto ato que o coreógrafo faz a diferença, a "criação pós-original". Para mim, a versão que mais me tocou foi a de Makarova [refere-se à coreógrafa russa Natália Makarova]. Foi o quarto ato mais lindo, mais poético, em termos de sentimentos. É pura poesia. Foi o que mais me preencheu, no aspecto da beleza, da tristeza, da emoção.
Folha Online- Passados mais de 130 anos da primeira versão, "O Lago dos Cisnes" ainda emociona muita gente. Por quê?
Kerche- Vou dar a minha opinião pessoal, não de bailarina. Acho que é pela magia de, desde criança, se imaginar a bailarina ideal como um cisne. E a música magnífica. Além disso, há a dualidade, isso persegue o humano: a luta do bem e do mal [referindo-se às personagens Odette e Odile].
Folha Online- Você é considerada uma das maiores intérpretes do cisne, mas há também algum balé predileto?
Kerche- O meu predileto é Giselle. Mas adoro "O Lago". Também gosto muito de "La Bayadère". A gente do clássico gosta de tudo, de tudo o que hoje é obrigatoriedade de todas as companhias clássicas.
Folha Online- O que você vê de diferente hoje na dança em relação a quando começou profissionalmente?
Kerche- Houve uma grande evolução técnica, mas há pouco incentivo ainda. São poucas companhias. A maior é a do Municipal do Rio de Janeiro, que dá ao bailarino a perspectiva de desenvolvimento artístico. É a única no país neste molde e precisa ser preservada. O balé do Brasil exporta muita gente, tem grandes valores, faz a diferença no cenário internacional. Temos um calor, uma energia que se nota a diferença.
Folha Online- Há alguém da nova geração que você considera que "promete"?
Kerche- Os nossos primeiros bailarinos (do Municipal): a Cláudia Mota, a Márcia Jaqueline, o Vitor Luiz, o nosso grande solista Renê Salazar, a Priscilla Mota. Temos inúmeros solistas de grande valia. O corpo de baile é feito da última até a primeira fila. Todos são importantes para em uma companhia clássica.
Folha Online- Existe algum lugar ou papel que você gostaria de ter dançado e ainda não realizou este sonho?
Kerche- Sim, sempre há, pois sou ávida por conhecimento. Mas eu destaco Manon, que tem a ver comigo. Seria interessante interpretar, por causa do meu estilo, meu temperamento. [A bailarina refere-se à obra de Kenneth MacMillan, com música de Jules Massenet, de 1974, cuja personagem principal é uma "femme fatale"].
Folha Online- Algumas grandes companhias brasileiras, como a do Guaíra (PR) e o Balé da Cidade (SP), têm um segundo grupo, em que os bailarinos mais velhos passam a desenvolver outro tipo de pesquisa. Você pretende fazer isso quando achar que não deve mais dançar balé clássico?
Kerche- Eu danço outros estilos em paralelo ao clássico. Mas o meu biótipo é de clássico. Faço algumas coisas neoclássicas ou contemporâneas. Se tiver um coreógrafo inteligente para entender meu físico e me entender, além de me tocar, eu danço. Não preciso deixar para depois.
Folha Online- Você pretende dançar até quando?
Kerche- Vou dançar até a hora que eu achar que está muito difícil. Não sei dizer quando. Quando eu tinha 25 anos, pensei que era até os 28; depois os 40. Vou dançar até ficar difícil de levantar da cama e dizer: puxa, tenho de fazer aula. Quando não tiver entusiasmo para isso. E, quando ficar difícil para mim, é sinal que para o público também.